sábado, 24 de agosto de 2013

cap. 12 de Amor imprevisível

- ah, então siga-me – disse ele
- pra que ? – perguntei
- vou te mostrar a escola, a Gi não te falou não ? – perguntou ele
- aa é você ? – perguntei – falou sim – disse
- sim, sou eu, vamo ? – perguntou ele, então eu o segui, e ele foi me mostrando a escola, tinha muitos corredores, meu medo era de ficar perdida.
- bom, aqui é o jardim, o fim do “tour” – disse ele
- nossa, aqui é bem maior do que eu pensava – disse sorrindo, então ele riu
- é mesmo – disse ele
- ta com fome ? – perguntou ele
- um pouquinho – disse
- então, vamos comer ? e depois topa dar uma volta comigo no jardim ? – perguntou ele
- tá, pode ser legal – disse, eu estava sem relógio, não fazia a mínima ideia de que horas eram, chegamos na cantina, e estava um pouco lotada, então entramos na fila.
- acho melhor pegarmos e irmos comer no jardim, pode ser ? – perguntou ele
- tá, pode sim – disse, chegou a vez dele, e logo a minha, então eu peguei um suco de uva, e torta, então saímos, ao sair da cantina ouço meu nome, então olho para trás, era o Carlos, então eu fui até ele.
- o que está fazendo com ele ? – perguntou ele revirando os olhos, ele estava nervoso, e não fazia nenhum esforço para esconder isso.
- se acalma  - disse passando minha mão direita em seu braço.
- me acalmar ? é pq você não sabe tudo o que esse idiota fez pra todos daqui – disse ele já indo bater no Bruno, eu tentei impedi-lo, mas não consegui, então veio dois amigos dele separando – os dois o acalmara, eu fui tentar falar com ele
- amoor, eu vou te explicar – disse o tentando fazer ele olhar pra mim
- Mariana, agora não, por favor – disse ele irritado, então bruno me puxou, e eu fui com ele para o jardim, lá fora parecia um clube, com duas piscinas, campo de futebol, quadra, e quiosques, eu e o Bruno fomos para um quiosque, ele comeu, e eu apenas bebi o suco, estava tudo quieto.
- não vai comer ? – perguntou ele como se nada tivesse acontecido
- perdi a fome – disse abaixando minha cabeça
- não fica assim, vocês vão se falar – disse ele acariciando minha mão
- eu não to assim por ele, mas eu não entendo, pq isso ? – perguntei
- quer mesmo saber ? – perguntou ele, então eu assenti com a cabeça
- narração de Bruno –
No meio do ano passado veio a Rosangela pra cá, uma menina de 15 anos, ruiva, então, ela sempre foi determinada, e fazia de tudo, tudo mesmo para conseguir o que quisesse, ela se passou por uma pessoa que ela não é para o Carlos, então eles ficaram, e ele estava muito “mexido” com uma menina ai, que o deixou, parece que ela foi morar pra fora do pais... -  eles ficaram juntos durante um mês, sem compromisso nem nada, e eu só de olho nela, em uma segunda ele faltou, e na hora do  lanche ela veio falar comigo, e ficamos conversando, um dava em cima do outro, e assim ficou a semana inteira, até que nós ficamos, no quarto dela, e então, o clima foi esquentando, e você já deve imaginar o que rolou né ? – perguntei, e ela assentiu com a cabeça – então Carlos deu falta dela, e foi procura-la no quarto, e nos pegou transando, e ela falou muito mal de mim pra ele, eu sei que tenho uma parcela de culpa nisso por ter dado trela á ela, mas ele até hoje ficou com raiva de mim por isso – disse, então ela ficou chocada.
- ele já beijou ela ? – perguntou ela indignada.
- não só como beijou como fez outras coisas também... – pera ai, você a conhece ? – perguntei
- ela nos interrompeu hoje na entrada – disse ela revirando os olhos
- é, mas então, se eu fosse você não a provocava – disse, então olho para a porta e vejo ela vindo em nossa direção
- oi, já está dando em cima da novata ? olha que ela tem dono já – disse ela se sentando em meu colo, então ela me beijou, eu não tive como evitar, estávamos juntos, escondidos, mas juntos, eu parei o beijo.
- o que você fez ? – não era pra ser escondido ? – perrguntei
- mudei de ideia – disse ela me beijando então eu parei, e olhei pro lado
- cadê ela ? – perguntei ?
- quem ? – a loirinha sem sal ? – perguntou ela
- o nome dela é Mariana, ela é linda – disse
- e está com o Carlos – completou ela
- ou não – disse sorrindo
- o que você fez ? – perguntou ela saindo do meu colo
- vamos dizer que ele me viu com ela na cantina – disse a olhando
- mas estavam se beijando, ou algo do tipo ? – perguntou ela
- não, mas ele quase me bateu, e os amiguinhos idiotas dele o seguraram, ela foi tentar falar com ele, e ele não quis – disse
- uuuui – disse ela sorrindo e me dando um selinho demorado
- narração de Carlos –
Estava mais calmo, fui para fora, pra falar com a Mari, logo no primeiro quiosque vejo o Bruno com a Rosangela,então vou até eles para perguntar da Mari.
- oi puta – digo olhando pra Ro
- não fala assim com ela, ou então – disse o Diego vindo pra cima de mim, mas eu segurei seus braços.
- ou então o que ? – disse o soltando com raiva
- apenas uma coisa me interessa aqui – disse olhando para Ro, para provoca-lo, então eu fui até ela, e a puxei pra mim, então ele veio até mim querendo me bater, mas a Ro impediu, e me deu um selinho, então eu a joguei contra a parede.
- não é você não o puta, é a Mari cadê ela ? – perguntei olhando para o Bruno, e ele estava vermelho de raiva, e eu ri.
- to aqui – disse uma voz feminina atrás de mim, parecia estar chorando, então eu me virei, era a Mari.
- Mari – sussurrei, ela estava chorando, com os olhos cheios de lágrimas
- depois conversamos – disse ela saindo de lá correndo, ela correu em direção ao jardim, então eu fui atrás dela, mas antes a Ro me segurou.
- ela viu tudo seu trouxa  - disse ela
- me solta sua puta – disse, então ela me soltou, e eu corri até a Mari, quando a encontrei ela estava sentada perto da quadra, eu me sentei ao seu lado, então e a abracei.
- me solta – disse ela, então eu a soltei
- me perdoe, eu queria dar o troco no Bruno, pq quan..- disse e ela me interrompeu
- eu sei, ele já me contou toda a história, mas você estava comigo, e beijou ela, não gosto disso, não sou assim – disse ela chorando
- me perdoa – disse
- se eu não tivesse visto, você teria me contado que havia beijado a ruiva ? – perguntou ela
- não – sussurrei, então ela abaixou a cabeça
- foi o que pensei – disse ela

- vai me perdoar ? – perguntei

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