-
vamos amor, vou te levar no medico – disse
-
não – disse ela abaixando a cabeça
-
por que amor ? vai ser melhor – disse acariciando seus cabelos
- pq
eu tenho medo daquele teste estar errado – disse ela e lagrimas começaram a
cair de seu rosto.
-
mas você não quer ter um filho comigo ? – perguntei tentando distraí-la um
pouco, sei que é cedo, mas não queria vê-la daquela maneira
-
quero, mas não agora – disse ela
-
mas vamos confiar no teste princesa, eu vou ligar pra um médico que sempre me
atendeu e vou marcar uma hora com ele e vou te levar ok ? – perguntei beijando
sua testa e ela assentiu, com receio, mas ela concordou.
-
ele só vai poder te atender as 3H30, vou ficar aqui com você até na hora de ir
lá, ok ? – perguntei e ela assentiu novamente
-
obrigada amor – disse ela me beijando, ficamos deitados em sua cama, eu ficava
acariciando seus cabelos e a beijando, ela estava muito fraca, sua cara estava
muito pálida, eu cheguei a ficar com medo, mas não queria demonstrar isso a
ela, isso só iria piora, quando deu 2H30 ela foi se arrumar, ela pediu para eu
ficar lá em baixo esperando –a, eu fiz isso, mas já era 3H10 e nada dela
descer, então eu fui em seu quarto novamente, e ela estava trancada no
banheiro.
-
amoor ? – chamei por ela, ela demorou um pouco, mas respondeu, disse que estava
apenas escovando os dentes e que já iria sair, realmente, não demorou muito
para sair, assim que saiu fomos para o escritório do médico, ele pediu para ela
fazer um monte de exames, ela fez, demorou algumas horas para sair o resultado,
o exame de sangue não acusou nada dela estar grávida, quando ficamos sabendo
dessa noticia ficamos mais aliviados.
-
mas se não é filho, porque estou assim Doutor ? – perguntou ela
-
pode ser ansiedade, ou nervoso, coisas assim, você passou por algo do tipo
esses dias ? – perguntou o Doutor.
-
sim – respondi por ela
-
então, pode ser por isso – disse ele e ela já ficou mais aliviada, ele disse
que ela deveria continuar comendo normalmente, e tomar um remédio que ele
indicou, e só, fomos para a minha casa, pois não queria deixá-la sozinha na
sua.
-
quer comer algo ? – perguntei enquanto nos deitávamos
- não
- disse ela
- te
amo – disse olhando em seus olhos
-
também te amo meu lindo – disse ela, então eu a beijei, ficamos ali deitados
conversando, as vezes nos beijamos, ela estava com medo de comer alguma coisa e
passar mal novamente, eu insistia para ela comer.
- só
uma bolachinha amor – insistia
-
não amor, serio – disse ela
-
que menina teimosaaaa – disse a beijando e ela sorriu
-
também te amo meu amor – disse ela sorrindo e logo depois me beijou, continuamos
deitados, e de repente o silêncio tomou conta de nós, ficamos assim por alguns
minutos, quando fui olhar para o lado ela estava dormindo, olhei para o relógio
e já estava na hora dela tomar remédio, eu estava com fome, então resolvi
deixá-la lá dormindo um pouco, desci e fui comer algo, depois que comi peguei o
remédio que o receitou para ela e um copo D’água e subi para dar a ela.
-
amoor - disse passando minha mão direita
em seus cabelos loiros, logo ela abriu os olhos, um pouco sonolenta.
- oie
– disse ela com uma voz de sono, estava linda.
- ta
na hora de tomar o remédio princesa – disse pegando o remédio e o copo com água
e entregando a ela, logo ela tomou.
- ta
se sentindo melhor meu anjo ? – perguntei e ela assentiu sorrindo
-
não ta com fome ? – perguntei
- um
pouco, mas estou com medo de passar mal de novo – disse ela
-
não vai amor, confie em mim – disse enchendo-a de selinhos, fomos comer, ele
comeu super pouquinho, mas pelo menos comeu, sua cor foi voltando aos poucos.
-
algumas horas depois –
- ta
melhor amor ? – perguntei
-
uhuum, obrigada meu lindo – disse ela me beijando
- ta
mais animada ? – perguntei
-
uhuum, pq ? – perguntou ela
-
vamos sair, quero te levar para sair, esfriar a cabeça – disse a beijando e ela
sorriu
-
mas eu não tenho roupa aqui amor – disse ela me dando selinhos
-
tudo bem, eu te levo para sua casa, volto me arrumo e te busco de novo, tudo
bem ? – insisti, queria fazer com que ela esquecesse desses dias que ela ficou
doente, preocupada, ela demorou um pouco, mas ela concordou em ir, eu queria
levá-la ah um restaurante, ou cinema, qualquer coisa que a fizesse distrair, a
levei para sua casa, então uma ideia brilhante veio em minha mente, na hora
fiquei um pouco em dúvida se ela ia gostar, mas eu tinha que me arriscar né,
então eu fui ao supermercado.
-
narração de Mari –
Estávamos
no horário livre e estava muito calor, eu já havia terminado de fazer todas as
minhas tarefas, então resolvi ir para a piscina, lá encontrei com as meninas.
- já
terminou tudo ? – perguntou a Lari espantada ao me ver
-
uhum – disse sorrindo
-
hmmm, já viram quem está ali ? – perguntou a Carla com uma carinha de safada,
quando olho para atrás de mim era o Thiago.
-
lembrei da onde te conheço – disse ele me olhando
- a
é ? da onde então ? – perguntei e ele riu
- eu
não preciso dizer, você sabe, afinal estava lá e me viu também – disse ele e um
ódio me tomou conta, pelo modo com que ele estava falando comigo, mor metidinho
-
afe, que ridículo – disse virando as costas para ele e mergulhando na piscina,
fui até o meio da piscina, e quando subo para respirar...
-
até aqui você me persegue? – perguntei irritada
-
até onde sei todos que estudam aqui podem usa-la – disse ele
- pq
me trata assim ? – perguntou ele
-
assim como ? – perguntei
-
seca, é muito amor por mim ? – perguntou ele rindo, mas novamente convencido
-
não, longe disso, muito longe disso, aliás, é que eu não suporto meninos que se
acham, ou seja, você querido – disse, logo virei e estava subindo as escadas
para sair da piscina.
-
vem cá – disse ele me puxando, ficamos nos encarando por um tempo, então aos
pouco ele foi se aproximando de mim, quando ele foi me beijar eu me virei, e
sai da piscina rindo
-
jura que você acha que eu devo ser essas menininhas que é só puxar que já vai beijar
? que é fácil ? sonha vai lindinho – disse enquanto subia a escada rindo, ele
ficou sem reação, e com raiva, dava para ver em seu rosto, fui para o meu
quarto, tomei um banho e já coloquei pijama, logo escureceu, como a Gi não
estava ali comigo eu resolvi trancar a porta do meu quarto, quando foi umas 21H30
(um pouco depois do horário de voltar
para o quarto ) percebi que estavam tentando abrir a porta do meu quarto, meu
coração gelou, mas em seguida bateram na porta três vezes seguidas.
-
quem é ? – perguntei antes de abrir
- é
o inspetor, está na hora de ver se estão
todos nos seus devido quartos mesmo – disse ele, como havia ficado um tempo por
fora, pensei que fosse verdade e que as meninas esqueceram de me avisar sobre
esse detalhe, então eu abri a porta.
-estava
com saudades princesa – disse ele me olhando, rapidamente eu tentei fechar a
porta, mas não deu certo, ele é mais forte do que eu.
-
não pode meninos no quarto de meninas – disse indo para trás, ele entrou e
encostou a porta
-
não me importo com isso, você é muito bobinha de cair nesse truque – disse ele
rindo
-
estava fora por uns dias, não se lembra ? – perguntei indo para trás, até que
encosto na parede, e não tenho mais para onde ir, e ele continua se
aproximando.
- é
claro que lembro lindinha, como você está agora ? – perguntou ele
-
bem, mas não me lembro de muita coisa – disse e isso aparentou ter sido um
choque para ele
-
não se lembra de mim então ? – perguntou sorrindo com certa malicia
-
lembro, pois as meninas me ajudaram, e elas me contaram tudo – disse, então ele
me puxou para perto de si e começou a beijar meu pescoço
-
sai, sai de perto de mim – gritava, o empurrando com todas as minhas forças,
então eu vejo a porta se abrir, ele se vira para trás e o Carlos estava entrando
-
Carlos – sussurrei, já estava ficando rouca, então ele deu um soco na cara do
Bruno, que na hora ele caiu, então corri para seus braços.
-
obrigada, mesmo – disse o abraçando e começando a chorar, estava com medo dele
me violentar ali
- se
não quiser que chamemos a diretora é melhor se levantar e sair daqui agora –
disse o Carlos com ele, e ele saiu
- eu
ainda vou te pegar, você vai ver – disse ele, o Carlos ia dar outro soco nele
mas eu o impedi
-
deixa, isso pode piorar para você – disse
-
você ta bem ? – perguntou ele e eu assenti
-
cadê a Gi ? – perguntou ele
-
ela não veio hoje, está doente – disse
-
você deveria ter trancado a porta – disse ele
-
mas eu fiz isso, só que ele falou que estava passando em todos os quartos, e
que era inspetor, e como eu havia ficado fora por um tempo acabei acreditando –
disse parando de chorar, então ele me abraçou.
- já
passou, fica calma – disse ele beijando minha testa
-
não quer que eu chame as meninas ? para dormirem aqui com você ? – perguntou
ele
-
não, elas devem estar dormindo agora, daria muito B.O. se você ficasse aqui
comigo ? – perguntei com vergonha, mas estava com medo
- se
trancar a porta e eu sair bem cedinho... não – disse ele
-
então... fica ? – pedi o olhando e ele assentiu
- eu
durmo na cama da Gi certo ? – perguntou
ele com uma carinha que me fez rir, e eu assenti, ele fechou a porta e foi
dormir, demorei um pouco para dormir, mas quando dormir não acordei mais.


