quarta-feira, 6 de novembro de 2013

cap. 28 de Amor imprevisível

 - não vai entrar Carlos ? – perguntou sua tia
- vou – disse e dei um passo a frente, quando entrei no quarto eu comecei a chorar de tanta emoção, eu corri até ela e a abracei muito, mas quando fui beija-la
- quem é você ? – perguntou ela
- essa é a noticia ruim, ela bateu a cabeça muito forte no vidro, e provavelmente ficará uns 3 dias no máximo sem memória, e peço que não façam com que ela force para lembrar, por favor – disse o doutor
- tudo bem – disse sua tia
- então, de alguns familiares ela lembra, mas vagamente – continuou o doutor, eu me aproximei dela e sorri, e ela forçou um sorriso.
- qual seu nome ? – perguntou ela sorrindo
- Carlos –disse
- de onde nos conhecemos ? – perguntou ela
- te conheci na casa do seu primo, aqui em MG mesmo, mas estudamos na mesma escola também – disse
- aah sim – disse ela sorrindo e eu sorri
- oi Mari – disse sua tia
- Ooi tia – disse ela
- lembra de mim ? – perguntou sua tia
- vagamente, mas lembro – disse ela, então sua tia riu
- vou deixa-las sozinhas para conversar – disse saindo da sala ... – depois volto viu Mah – disse fechando a porta, havia alguns banquinhos do lado de fora da sala, eu fiquei muito feliz ao vê-la bem, mas triste ao saber que ela não se lembra de mim, que lembrará apenas em 3 dias, e que ela ainda terá que ficar mais um tempo nesse hospital, isso me machuca tanto.
- narração de Mari –
- então ele é meu namorado ? – perguntei para minha tia e ela assentiu
- tia, eu não quero magoá-lo, mas eu queria recomeçar, já que não lembro mais de nada, poderia deixar eu falar com ele, por favor ? – pedi a ela
- tudo bem querida, só quero que não se estresse, ta bom ? – disse ela
- ok tia – disse sorrindo, minha tia saiu da sala e foi chamar o Carlos, 5 minutos depois ele entrou
- oi – disse ele sorrindo
- oi – disse sorrindo, seu sorriso era muito perfeito
- sua tia disse que queria conversar comigo – disse ele ficando tenso, dava para perceber em seu olhar.
- é, eu quero – disse abaixando a cabeça não sabendo como começar
- pode falar – disse ele se aproximando e pegando minha mão, eu olhei diretamente para seus olhos que estavam cheios de lágrimas.
- acho que não quero mais continuar, quem sabe quando voltar minha memória não podemos voltar, mas agora está tudo confuso pra mim, eu mal sei quem sou direito, apenas quero  recomeçar, do zero – disse, então vi suas lágrimas finalmente escorrerem, deu uma dor em meu coração, não pude me conter e caíram lágrimas dos meus olhos tbm
- desculpa – sussurrei olhando para o chão
- podemos ser amigos pelo menos ? – perguntou ele
- claro – disse limpando as lágrima e forçando um sorriso.
- bom, eu vou para a escola agora, melhoras viu princesa – disse ele dando um beijo em minha testa e indo em direção da porta, eu fechei meus olhos e acabei adormecendo.
Eu estava em um carro, mas não só eu, havia mais duas meninas no banco de trás comigo, eu estava no meio, procurando a outra parte do cinto, quando ouvi um barulho muito alto de buzina, e logo depois ficou tudo branco, eu acordei assustada, estava no hospital, olhei para o lado e minha tia estava dormindo, então fechei os olhos e voltei a dormir, no dia seguinte fiz um monte de exames.
- semana que vem você estará liberada – disse o Dr. Téo
- só ? pq não hoje ? – perguntei, eu não aguentava mais ficar ali, aquilo me dava uma angústia enorme, as meninas vinham todos os dias no horário livre, adorava vê-las, o Carlos não veio mais, mas eu também não perguntava dele para elas.
- sim, pois... – então chega um menino lindo

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