terça-feira, 26 de novembro de 2013

2º Cap. de Amor imprevisível ( 2ª temp.)

- vamos amor, vou te levar no medico – disse
- não – disse ela abaixando a cabeça
- por que amor ? vai ser melhor – disse acariciando seus cabelos
- pq eu tenho medo daquele teste estar errado – disse ela e lagrimas começaram a cair de seu rosto.
- mas você não quer ter um filho comigo ? – perguntei tentando distraí-la um pouco, sei que é cedo, mas não queria vê-la daquela maneira
- quero, mas não agora – disse ela
- mas vamos confiar no teste princesa, eu vou ligar pra um médico que sempre me atendeu e vou marcar uma hora com ele e vou te levar ok ? – perguntei beijando sua testa e ela assentiu, com receio, mas ela concordou.
- ele só vai poder te atender as 3H30, vou ficar aqui com você até na hora de ir lá, ok ? – perguntei e ela assentiu novamente
- obrigada amor – disse ela me beijando, ficamos deitados em sua cama, eu ficava acariciando seus cabelos e a beijando, ela estava muito fraca, sua cara estava muito pálida, eu cheguei a ficar com medo, mas não queria demonstrar isso a ela, isso só iria piora, quando deu 2H30 ela foi se arrumar, ela pediu para eu ficar lá em baixo esperando –a, eu fiz isso, mas já era 3H10 e nada dela descer, então eu fui em seu quarto novamente, e ela estava trancada no banheiro.
- amoor ? – chamei por ela, ela demorou um pouco, mas respondeu, disse que estava apenas escovando os dentes e que já iria sair, realmente, não demorou muito para sair, assim que saiu fomos para o escritório do médico, ele pediu para ela fazer um monte de exames, ela fez, demorou algumas horas para sair o resultado, o exame de sangue não acusou nada dela estar grávida, quando ficamos sabendo dessa noticia ficamos mais aliviados.
- mas se não é filho, porque estou assim Doutor ? – perguntou ela
- pode ser ansiedade, ou nervoso, coisas assim, você passou por algo do tipo esses dias ? – perguntou o Doutor.
- sim – respondi por ela
- então, pode ser por isso – disse ele e ela já ficou mais aliviada, ele disse que ela deveria continuar comendo normalmente, e tomar um remédio que ele indicou, e só, fomos para a minha casa, pois não queria deixá-la sozinha na sua.
- quer comer algo ? – perguntei enquanto nos deitávamos
- não - disse ela
- te amo – disse olhando em seus olhos
- também te amo meu lindo – disse ela, então eu a beijei, ficamos ali deitados conversando, as vezes nos beijamos, ela estava com medo de comer alguma coisa e passar mal novamente, eu insistia para ela comer.
- só uma bolachinha amor – insistia
- não amor, serio – disse ela
- que menina teimosaaaa – disse a beijando e ela sorriu
- também te amo meu amor – disse ela sorrindo e logo depois me beijou, continuamos deitados, e de repente o silêncio tomou conta de nós, ficamos assim por alguns minutos, quando fui olhar para o lado ela estava dormindo, olhei para o relógio e já estava na hora dela tomar remédio, eu estava com fome, então resolvi deixá-la lá dormindo um pouco, desci e fui comer algo, depois que comi peguei o remédio que o receitou para ela e um copo D’água e subi para dar a ela.
- amoor -  disse passando minha mão direita em seus cabelos loiros, logo ela abriu os olhos, um pouco sonolenta.
- oie – disse ela com uma voz de sono, estava linda.
- ta na hora de tomar o remédio princesa – disse pegando o remédio e o copo com água e entregando a ela, logo ela tomou.
- ta se sentindo melhor meu anjo ? – perguntei e ela assentiu sorrindo
- não ta com fome ? – perguntei
- um pouco, mas estou com medo de passar mal de novo – disse ela
- não vai amor, confie em mim – disse enchendo-a de selinhos, fomos comer, ele comeu super pouquinho, mas pelo menos comeu, sua cor foi voltando aos poucos.
- algumas horas depois –
- ta melhor amor ? – perguntei
- uhuum, obrigada meu lindo – disse ela me beijando
- ta mais animada ? – perguntei
- uhuum, pq ? – perguntou ela
- vamos sair, quero te levar para sair, esfriar a cabeça – disse a beijando e ela sorriu
- mas eu não tenho roupa aqui amor – disse ela me dando selinhos
- tudo bem, eu te levo para sua casa, volto me arrumo e te busco de novo, tudo bem ? – insisti, queria fazer com que ela esquecesse desses dias que ela ficou doente, preocupada, ela demorou um pouco, mas ela concordou em ir, eu queria levá-la ah um restaurante, ou cinema, qualquer coisa que a fizesse distrair, a levei para sua casa, então uma ideia brilhante veio em minha mente, na hora fiquei um pouco em dúvida se ela ia gostar, mas eu tinha que me arriscar né, então eu fui ao supermercado.
- narração de Mari –
Estávamos no horário livre e estava muito calor, eu já havia terminado de fazer todas as minhas tarefas, então resolvi ir para a piscina, lá encontrei com as meninas.
- já terminou tudo ? – perguntou a Lari espantada ao me ver
- uhum – disse sorrindo
- hmmm, já viram quem está ali ? – perguntou a Carla com uma carinha de safada, quando olho para atrás de mim era o Thiago.
- lembrei da onde te conheço – disse ele me olhando
- a é ? da onde então ? – perguntei e ele riu
- eu não preciso dizer, você sabe, afinal estava lá e me viu também – disse ele e um ódio me tomou conta, pelo modo com que ele estava falando comigo, mor metidinho
- afe, que ridículo – disse virando as costas para ele e mergulhando na piscina, fui até o meio da piscina, e quando subo para respirar...
- até aqui você me persegue? – perguntei irritada
- até onde sei todos que estudam aqui podem usa-la – disse ele
- pq me trata assim ? – perguntou ele
- assim como ? – perguntei
- seca, é muito amor por mim ? – perguntou ele rindo, mas novamente convencido
- não, longe disso, muito longe disso, aliás, é que eu não suporto meninos que se acham, ou seja, você querido – disse, logo virei e estava subindo as escadas para sair da piscina.
- vem cá – disse ele me puxando, ficamos nos encarando por um tempo, então aos pouco ele foi se aproximando de mim, quando ele foi me beijar eu me virei, e sai da piscina rindo
- jura que você acha que eu devo ser essas menininhas que é só puxar que já vai beijar ? que é fácil ? sonha vai lindinho – disse enquanto subia a escada rindo, ele ficou sem reação, e com raiva, dava para ver em seu rosto, fui para o meu quarto, tomei um banho e já coloquei pijama, logo escureceu, como a Gi não estava ali comigo eu resolvi trancar a porta do meu quarto, quando foi umas 21H30 (um pouco depois do horário de  voltar para o quarto ) percebi que estavam tentando abrir a porta do meu quarto, meu coração gelou, mas em seguida bateram na porta três vezes seguidas.
- quem é ? – perguntei antes de abrir
- é o inspetor,  está na hora de ver se estão todos nos seus devido quartos mesmo – disse ele, como havia ficado um tempo por fora, pensei que fosse verdade e que as meninas esqueceram de me avisar sobre esse detalhe, então eu abri a porta.
-estava com saudades princesa – disse ele me olhando, rapidamente eu tentei fechar a porta, mas não deu certo, ele é mais forte do que eu.
- não pode meninos no quarto de meninas – disse indo para trás, ele entrou e encostou a porta
- não me importo com isso, você é muito bobinha de cair nesse truque – disse ele rindo
- estava fora por uns dias, não se lembra ? – perguntei indo para trás, até que encosto na parede, e não tenho mais para onde ir, e ele continua se aproximando.
- é claro que lembro lindinha, como você está agora ? – perguntou ele
- bem, mas não me lembro de muita coisa – disse e isso aparentou ter sido um choque para ele
- não se lembra de mim então ? – perguntou sorrindo com certa malicia
- lembro, pois as meninas me ajudaram, e elas me contaram tudo – disse, então ele me puxou para perto de si e começou a beijar meu pescoço
- sai, sai de perto de mim – gritava, o empurrando com todas as minhas forças, então eu vejo a porta se abrir, ele se vira para trás e o Carlos estava entrando
- Carlos – sussurrei, já estava ficando rouca, então ele deu um soco na cara do Bruno, que na hora ele caiu, então corri para seus braços.
- obrigada, mesmo – disse o abraçando e começando a chorar, estava com medo dele me violentar ali
- se não quiser que chamemos a diretora é melhor se levantar e sair daqui agora – disse o Carlos com ele, e ele saiu
- eu ainda vou te pegar, você vai ver – disse ele, o Carlos ia dar outro soco nele mas eu o impedi
- deixa, isso pode piorar para você – disse
- você ta bem ? – perguntou ele e eu assenti
- cadê a Gi ? – perguntou ele
- ela não veio hoje, está doente – disse
- você deveria ter trancado a porta – disse ele
- mas eu fiz isso, só que ele falou que estava passando em todos os quartos, e que era inspetor, e como eu havia ficado fora por um tempo acabei acreditando – disse parando de chorar, então ele me abraçou.
- já passou, fica calma – disse ele beijando minha testa
- não quer que eu chame as meninas ? para dormirem aqui com você ? – perguntou ele
- não, elas devem estar dormindo agora, daria muito B.O. se você ficasse aqui comigo ? – perguntei com vergonha, mas estava com medo
- se trancar a porta e eu sair bem cedinho... não – disse ele
- então... fica ? – pedi o olhando e ele assentiu

- eu durmo na  cama da Gi certo ? – perguntou ele com uma carinha que me fez rir, e eu assenti, ele fechou a porta e foi dormir, demorei um pouco para dormir, mas quando dormir não acordei mais.

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